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Barulhos na partida do motor: falhas no relé e capacitor de aparelhos de refrigeração

Entenda as causas de ruídos ao ligar geladeiras e aparelhos de ar-condicionado e saiba quando o problema exige a troca de componentes.

Atualizado
27 de agosto de 2026
Revisão
Tiago Antunes
Leitura
4 min
Técnico com multímetro medindo componentes elétricos na parte traseira de um eletrodoméstico.

A percepção de ruídos atípicos no momento em que um eletrodoméstico aciona o seu motor costuma ser o primeiro sinal de desgaste em componentes elétricos. Equipamentos que dependem de ciclos contínuos de resfriamento utilizam peças específicas para dar a partida no compressor de forma segura. Quando essas peças falham, o sistema tenta iniciar o trabalho mecânico, mas esbarra em limitações de tensão.

Esses estalos secos ou zumbidos constantes não devem ser ignorados, pois forçam a máquina a operar fora das especificações de fábrica. O esforço contínuo para ligar um motor sem o suporte adequado gera aquecimento excessivo nas bobinas e pode levar à queima do compressor. Identificar a origem exata do som ajuda a definir o momento de desligar a máquina e buscar ajuda.

O papel das peças de partida

O acionamento de um motor de alta potência exige um pico de energia inicial superior ao consumido durante o funcionamento regular. Para fornecer essa carga momentânea, os aparelhos utilizam um capacitor acoplado ao circuito principal, que atua armazenando e liberando eletricidade em frações de segundo. Essa injeção rápida de carga serve para vencer a inércia do mecanismo e colocá-lo em movimento.

Em conjunto com esse armazenador, atua o relé de partida, um interruptor eletromagnético responsável por direcionar a corrente. Assim que o motor atinge a velocidade adequada, o relé corta a alimentação do circuito auxiliar, permitindo que o sistema opere apenas com a rede principal. Qualquer desgaste físico entre essas peças resulta em tentativas de ligação malsucedidas.

O uso prolongado em ciclos ininterruptos é a principal causa para a queima desses pequenos componentes encarregados da partida. Além da degradação temporal, as flutuações no fornecimento de energia elétrica estressam os circuitos de forma agressiva, derretendo contatos internos do relé por excesso de corrente ou estufando o invólucro plástico do capacitor.

Diagnóstico de estalos em refrigeradores

Nas cozinhas, o problema elétrico se manifesta como um estalo seco vindo da parte inferior traseira do eletrodoméstico, seguido de silêncio. O aparelho tenta acionar o ciclo de resfriamento, o relé arma e desarma rapidamente por falta de continuidade, e a proteção térmica atua para evitar um curto-circuito. Sem a partida completa, o interior começa a esquentar lentamente.

Muitos usuários percebem a falha apenas quando os alimentos estocados começam a descongelar, mesmo com o painel digital funcionando normalmente. Nesses casos, agendar um conserto em São Bernardo do Campo permite a substituição do relé defeituoso antes que a sobrecarga térmica atinja as bobinas do compressor, preservando o componente de maior custo do sistema.

A poeira densa acumulada nas grades do condensador traseiro agrava a situação, dificultando a troca de calor e forçando partidas mais frequentes. Profissionais que realizam o conserto de geladeira em Piracicaba apontam que a limpeza periódica da área do motor prolonga a vida útil dos componentes elétricos e evita o superaquecimento crônico do relé.

Dificuldades de acionamento na climatização

Os sistemas de controle térmico de ambientes sofrem com falhas muito semelhantes, mas o sintoma sonoro apresenta variações. Em vez de um estalo seco, a unidade externa do aparelho costuma emitir um zumbido grave e contínuo, indicando que o motor recebe tensão, mas não tem força para girar. O ventilador pode ligar, mas o ar sai em temperatura ambiente.

A exposição da unidade externa ao sol forte e à chuva constante acelera a degradação dos contatos e provoca o ressecamento dos capacitores. A avaliação de especialistas em manutenção de ar-condicionado em Maringá ajuda a identificar se o componente estufou ou vazou óleo dielétrico, sinais visuais claros de que a peça perdeu sua capacidade de carga e precisa ser trocada.

A tentativa do usuário de forçar o funcionamento da máquina religando o disjuntor repetidas vezes eleva o risco de danos à fiação. A troca do componente de partida em aparelhos split exige conhecimentos sólidos de elétrica e o uso de multímetros para medir a capacitância com precisão, tarefas que ultrapassam a manutenção básica feita pelo consumidor.

Cuidados prévios e segurança no reparo

Antes de acionar o suporte técnico, o morador pode verificar se a tomada da parede fornece a tensão correta e se não há adaptadores derretidos. A checagem do disjuntor correspondente no quadro de distribuição também descarta desarmes provocados por picos de tensão isolados. Se a tomada estiver íntegra, o defeito provavelmente reside no kit de acionamento do motor.

O acesso direto aos relés e capacitores envolve a manipulação arriscada de áreas energizadas, que retêm carga elétrica considerável mesmo após a desconexão da tomada. O manuseio inadequado dessas peças gera um risco de choques elétricos graves para pessoas destreinadas, motivo pelo qual a desmontagem das caixas de proteção fica restrita a técnicos qualificados com ferramentas adequadas.

A substituição preventiva de peças de partida não costuma ser aplicada, mas a observação atenta dos ruídos permite uma ação corretiva rápida e direcionada. Prestar atenção aos sons regulares que os eletrodomésticos emitem durante o funcionamento normal cria uma base auditiva de comparação, facilitando a identificação imediata de anomalias elétricas nos primeiros dias de falha.

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